Frases que servem · 20 de agosto de 2026 · 6 min de leitura · por Jérémie Chiari
Um email profissional em inglês que funciona segue uma estrutura fixa. Uma abertura que já diz o motivo do email em uma linha. Um corpo que vai direto ao ponto, sem o rodeio educado que a gente usa em português. Uma cobrança que continua cordial se ninguém responde. Um fechamento que combina com o tom da conversa, nem frio demais nem informal demais. Quem fala português tende a traduzir as fórmulas de cortesia ao pé da letra, e o resultado soa pesado ou antiquado em inglês. "Agradeço desde já a atenção dispensada e permaneço à disposição" não tem equivalente natural: o inglês encerra um email em duas ou três palavras. Este guia traz as frases que realmente funcionam, a pronúncia que costuma enganar, e o reflexo que vem do português e que precisa ser corrigido. Depois, dá para repetir essas frases em voz alta com um coach que escuta e corrige, em vez de só ler a lista uma vez e esquecer.
Um email profissional em inglês abre nomeando o assunto em uma frase, nunca com uma cortesia vazia. O inglês corporativo vai direto ao ponto já na primeira linha. Depois da saudação, já se diz por que está escrevendo.
Para um primeiro contato: "I am writing to introduce myself and my role at [empresa]" ou, de forma mais simples, "I hope this email finds you well, I wanted to reach out about...". Essa última fórmula virou um clichê do mundo corporativo em inglês, mas continua sendo usada em todo lugar, sobretudo nos Estados Unidos.
Para responder a uma mensagem recebida: "Thank you for your email regarding..." ou "Thanks for getting back to me so quickly". A forma informal "thanks" substitui "thank you" assim que a troca já está um pouco estabelecida.
Para retomar contato com alguém: "I hope you're doing well" já basta, sem precisar comentar o fim de semana ou o tempo como se faria numa conversa em português.
O erro clássico de quem fala português: começar com "Dear Sir or Madam" quando já se sabe o nome do destinatário. No inglês corporativo do dia a dia, mesmo em empresas mais tradicionais, usa-se o primeiro nome direto: "Hi Sarah" ou "Hello Sarah" são a norma, até em contextos bem formais. "Dear Mr. Smith" fica reservado para um primeiro contato institucional ou um cenário muito formal, como jurídico ou administrativo.
Outro detalhe que engana: a fórmula "I hope this email finds you well" se diz de um só fôlego, sem pausa depois de "email". Quem fala português tende a cortar a frase em pedaços regulares demais, o que soa mecânico para um ouvido anglófono.
Uma cobrança eficaz em inglês é curta, retoma o assunto em uma linha e propõe um prazo sem colocar o destinatário contra a parede. O tom continua leve, nunca acusatório, mesmo depois de vários dias de silêncio.
Primeira cobrança, depois de alguns dias: "Just wanted to follow up on my previous email" ou "I wanted to check in on this". O verbo "follow up" virou um substantivo composto no uso comum: "a quick follow-up".
Segunda cobrança, um pouco mais insistente: "I'm following up again as I haven't heard back, is there any update on this?". Evite "as I still have not received an answer", formal demais e quase acusatório no inglês corporativo.
Para cobrar com um prazo definido: "Could you let me know by [data] if possible?" marca o limite sem soar como uma ordem.
O erro comum de quem fala português: traduzir "me permito voltar a entrar em contato" por "I allow myself to come back to you", que não existe em inglês e soa estranho. A fórmula certa continua sendo "I wanted to follow up" ou simplesmente "Following up on this".
Na pronúncia, "follow up" tem uma pegadinha clássica: o acento cai na primeira sílaba de "follow", não em "up", ao contrário do que a intuição de quem fala português sugere, que tende a acentuar a última palavra da expressão.
Se você troca muitos emails de trabalho ou participa de calls em inglês, a mesma lógica de estrutura aparece no artigo sobre conduzir reuniões em inglês: nomear o assunto, ir direto ao ponto, cobrar sem rodeio.
Um fechamento de email profissional em inglês cabe em uma ou duas palavras, escolhidas de acordo com o grau de formalidade da conversa. Diferente do português, o inglês corporativo não desenvolve uma fórmula longa no final da mensagem.
Para um contexto formal, primeiro contato ou correspondência institucional: "Best regards" ou "Kind regards". "Yours sincerely" ainda é usado no Reino Unido para cartas muito formais, quase nunca nos Estados Unidos.
Para uma troca profissional do dia a dia, uma vez que o contato já está estabelecido: "Best" sozinho, ou "Thanks again". É a fórmula mais frequente em emails de empresas americanas.
Para uma troca mais próxima, com um colega direto: "Talk soon" ou "Looking forward to hearing from you".
O erro de quem fala português: acrescentar uma frase de cortesia longa antes do fechamento, do tipo "I remain at your disposal for any further information you may need". Essa construção existe, mas soa datada. Prefere-se "Let me know if you have any questions" seguido direto de "Best" ou "Regards".
Na pronúncia, "regards" tem o acento na segunda sílaba, "ri-GARDS", enquanto quem fala português tende a acentuar a primeira sílaba por reflexo, como faria em português.
O nível de formalidade de um email em inglês depende principalmente do país e da relação, não só do cargo do destinatário. Os britânicos costumam ser mais formais por escrito do que os americanos, mesmo entre colegas do mesmo nível.
Com um superior que você conhece pouco: manter "Dear [Nome]" na abertura e "Best regards" no fechamento, mesmo que a troca seja frequente.
Com um colega direto ou um cliente de longa data: "Hi [Nome]" e "Best" ou "Thanks" já bastam, sem parecer desleixado.
Com um contato externo num cenário comercial, no primeiro email: prefira um registro neutro, nem caloroso demais nem rígido demais, do tipo "Hello [Nome], I hope you're well."
Quem fala português costuma ter o reflexo oposto ao de quem fala inglês: fica formal demais por precaução, quando o inglês profissional valoriza a clareza e a rapidez mais do que a deferência. Um email carregado demais de fórmulas de cortesia pode até soar antiquado ou distante para quem trabalha numa multinacional americana.
O corpo de um email profissional em inglês cabe em três ou quatro frases curtas, uma ideia por parágrafo, sem frase de transição desnecessária. O inglês corporativo evita as frases longas e cheias de subordinadas que às vezes aparecem no português mais formal.
Uma estrutura que quase sempre funciona: contexto em uma frase, pedido ou informação em uma frase, ação esperada em uma frase, fórmula de fechamento.
Exemplo completo: "I hope you're doing well. I'm following up on the report we discussed last week. Could you send me the final version by Friday? Thanks in advance, Best, [Nome]."
Essa brevidade costuma surpreender quem fala português, que tende a justificar o pedido antes de fazê-lo. No inglês profissional, a ordem se inverte: o pedido vem rápido, a justificativa só aparece se for realmente necessária.
Essa mesma lógica de ir direto ao ponto vale para quem lida com clientes ou colegas de fora do Brasil por telefone ou em call: quanto mais curto o roteiro, mais natural a conversa soa, e menos espaço sobra para travar procurando a palavra certa.
Decorar essas fórmulas por escrito ajuda, mas dizê-las em voz alta muda tudo: o acento em "regards" ou o ritmo de "I hope this email finds you well" não se aprendem só lendo. O método da Volpiko trabalha essas frases na fala, com nota de pronúncia frase por frase, para que elas saiam naturalmente na hora de escrever ou de falar de verdade.
Um email profissional em inglês que soa certo depende de pouca coisa: uma abertura curta, uma cobrança sem pedir desculpas, um fechamento em duas palavras. São automatismos, não regras para revisar toda vez. Eles se fixam com a repetição em voz alta, não só com a leitura de uma lista de fórmulas.
Usa-se "Hi [Nome]" ou "Hello [Nome]" num contexto do dia a dia, e "Dear [Nome ou Sobrenome]" para um primeiro contato mais formal. "Dear Sir or Madam" fica reservado para quando não se sabe o nome do destinatário.
"Best regards" e "Best" são as mais comuns. "Best" sozinho serve quando a troca já está estabelecida, enquanto "Best regards" continua adequado para um contato mais formal ou recente.
Uma fórmula como "Just wanted to follow up on this" ou "I'm following up as I haven't heard back" fica curta e neutra. Acrescentar um prazo claro, do tipo "by Friday if possible", torna a cobrança mais eficaz sem pressionar demais.
Não. A tradução ao pé da letra das fórmulas em português costuma soar pesada ou antiquada em inglês. É melhor aprender direto as fórmulas equivalentes em inglês, que em geral são bem mais curtas.
O parcurso de inglês da Volpiko traz lições curtas sobre essas fórmulas com nota de pronúncia, e um coach disponível para repeti-las numa conversa de verdade.
Volpiko
On réveille ton coach. Encore une seconde, et tu parles.